As primeiras bolsas feitas de material sintético (que imitavam o aspecto do couro tradicional) começaram a se popularizar na moda global entre as décadas de 1950 e 1960. Isso ocorreu graças ao avanço da indústria química e dos polímeros plásticos no pós-guerra.
A evolução que permitiu o surgimento dessas bolsas seguiu uma linha do tempo específica:
- O surgimento da matéria-prima (Anos 1930/1940): O desenvolvimento inicial de revestimentos baseados em PVC (cloreto de polivinila) foi acelerado para suprir a escassez de couro legítimo durante os períodos de guerra.
- A inovação nos anos 1950: Em 1953, cientistas aprimoraram os polímeros de poliuretano (PU), criando as bases do tecido sintético maleável como conhecemos hoje.
- O "Boom" comercial (Anos 1960): Em 1963, a empresa norte-americana DuPont lançou comercialmente o Corfam, considerado um dos primeiros materiais sintéticos amplamente utilizados para calçados e acessórios de grande escala. Na mesma década, com os movimentos culturais e a busca por materiais futuristas (como o plástico e o vinil), estilistas renomados começaram a inserir bolsas e roupas sintéticas nas passarelas de alta costura, tornando o material um sinônimo de modernidade e acessibilidade.
Vale lembrar que, no Brasil, a legislação vigente proíbe o uso da expressão "couro sintético" ou "couro ecológico" para fins comerciais. A Lei do Couro (Nº 4.888/65) determina que apenas produtos derivados de pele animal podem utilizar o nome "couro", classificando as demais alternativas como tecido ou material